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Eu queria que você fosse queer
I Wish You Were Queer explora o significado de navegar pela identidade queer em uma cidade que se vende como progressista, mas que continua a falhar com seus residentes LGBTQ+. Ambientado em Londres, uma metrópole supostamente global, o projeto questiona o aumento dos crimes de ódio e indaga: como se sente o pertencimento quando a segurança ainda é um mito?
Em 2022, os crimes de ódio motivados por orientação sexual na Inglaterra e no País de Gales aumentaram 41%, e os crimes transfóbicos mais que dobraram, atingindo um recorde histórico. Esses dados, divulgados pelo Ministério do Interior e citados pela Gay Times, pintam um quadro alarmante. Apesar da visibilidade das paradas do Orgulho LGBTQ+ e da vida noturna queer, essas estatísticas nos lembram: visibilidade não é sinônimo de segurança.
Este trabalho combina performance, filme, gravura e som para revelar a violência cotidiana que pessoas queer sofrem em uma cidade que se apresenta como inclusiva. Gravuras em linóleo são estampadas em lenços demaquilantes usados — vestígios efêmeros de transformação e trabalho — enquanto gravações de áudio capturam indivíduos queer relatando suas jornadas de volta para casa, sobrepostas a sons ambientes de espaços LGBTQ+. Uma drag queen remove a maquiagem diante da câmera — revelando não apenas a pele, mas também vulnerabilidade, exaustão e resiliência.
"I Wish You Were Queer" é tanto protesto quanto retrato. Expõe a contradição de ouvir que você está seguro enquanto vive com medo. Dá vida aos dados por meio de corpos, vozes e experiências vividas — convidando o espectador não apenas a testemunhar, mas a sentir a desconexão entre o mito da aceitação queer e a realidade concreta.
Este não é um projeto histórico. É um espelho voltado para o presente.
London, UK
2023
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