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Prana
Prana é um projeto que nasceu entre a densa expansão urbana de Londres e a quietude ancestral da New Forest. Ele emerge de um momento histórico em que o ato de respirar — antes inconsciente e essencial — tornou-se repleto de riscos. Quando o toque se transformou em ameaça e a conexão humana recuou para o isolamento. Fomos deixados a confrontar a nós mesmos, confinados em casulos domésticos, observando o mundo por trás de vidros e telas.
“Prana”, uma palavra sânscrita que significa força vital ou sopro essencial, ressoa em diversas culturas — o chi chinês, o pneuma grego, a anima romana, o Espírito Santo cristão. É a corrente invisível que conecta a respiração ao ser, o corpo ao espírito. Esta obra busca essa corrente — não nos ritmos artificiais da vida urbana, mas na inteligência silenciosa das árvores, do solo e do vento.
Enquanto a sociedade parava, a floresta oferecia outra forma de existir. Sem máscaras ou limites, as árvores se tornaram companheiras. Sua quietude enraizada parecia honesta, sua presença, segura. O corpo, privado do toque humano, buscava consolo na casca das árvores, no musgo, na lenta inspiração do ar selvagem. Na natureza, a vida parecia possível novamente.
Prana reinventa a sobrevivência não pela resistência, mas pela entrega. Através de imagens e gestos, traça um retorno — não ao normal, mas a algo mais essencial. Uma fusão. O homem torna-se árvore. A fronteira se torna tênue. E nessa transformação, um novo tipo de respiração começa.
London, UK
2021
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